Milho apresenta moderada baixa em Chicago na manhã desta 6ª feira

Às 10h15 (horário de Brasília) desta sexta-feira (29), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava moderada baixa de 2,75 pontos e 0,60%, cotado a US$ cents 453,00/bushel, com perda acumulada de 2,21% na semana e de 4,58% em abril.

O vencimento de setembro caía 2,50 pontos e 0,54%, a US$ cents 461,75/bushel – desvalorização semanal e mensal de 1,70% e 3,75%, respectivamente.

Na véspera (28), o contrato de julho avançou 0,77%, a US$ cents 456,00/bushel, e o de setembro subiu 0,98%, a US$ cents 464,25/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela forte queda do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho, e pela desaceleração da demanda internacional.

O departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou há pouco que as vendas líquidas de milho para exportação no ano comercial 2025/26 somaram 1,015 milhão de toneladas na semana encerrada em 21 de maio, volume 52% menor na comparação com a semana anterior e 30% abaixo da média das últimas quatro semanas. Para entrega no ano comercial 2026/27, foram registradas vendas líquidas de 618,6 mil toneladas na última semana.

O mercado segue atento à finalização do plantio da safra 2026/27 no Corn Belt e às condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras. Em seu boletim climático de hoje, o USDA relatou que o tempo predominantemente ensolarado e as temperaturas dentro da média sazonal favorecem o rápido avanço do plantio e da emergência do milho no Corn Belt, embora o calor de 32°C já tenha alcançado a parte superior do Meio-Oeste dos EUA.

“A seca de curto prazo – nos últimos 30 dias – em muitas áreas produtoras do oeste e do norte contrasta com o clima úmido registrado no mesmo período no Vale do Ohio e regiões vizinhas”, afirma o USDA.

O Drought Monitor de ontem mostrou que 25% das lavouras de milho estão em áreas que experienciam algum grau de seca, mesmo nível observado na semana passada e levemente acima dos 23% registrado em igual período da temporada anterior.

No radar, o início da colheita da segunda safra no Brasil – que responde por cerca de 80% da oferta nacional – e o progresso dos trabalhos de campo na Argentina.