Milho apresenta leve retração em Chicago na manhã desta 3ª feira

Às 9h50 (horário de Brasília) desta terça-feira (2), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve baixa de 1,00 ponto e 0,23%, cotado a US$ cents 443,00/bushel; o de setembro caía 1,75 ponto e 0,39%, a US$ cents 451,00/bushel.

Ontem (1º), o contrato de julho recuou 0,62%, a US$ cents 440,00/bushel, e o de setembro cedeu 0,66%, a US$ cents 452,75/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pelo bom ritmo de plantio da safra 2026/27 no Corn Belt, que entra em fase derradeira, com 93% dos trabalhos já concluídos, segundo levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), feito com dados coletados até domingo (31). Na mesma altura da temporada passada e na média das últimas cinco safras, a semeadura estava em 92%.

Além disso, 65% da área já atingiu a fase de emergência, ante 61% na temporada anterior e 57% na média plurianual. Quanto às condições das lavouras, 67% foram classificadas como boas/excelentes, contra 69% em igual altura da última temporada; do restante, 28% foram avaliadas como regulares e 5% como ruins.

A previsão do tempo também é monitorada de perto pelo mercado. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), são possíveis pancadas de chuva isoladas em partes de vários estados produtores, incluindo Dakota do Sul, Minnesota e Iowa.

“Tempestades se deslocarão de Dakota do Sul para Minnesota esta noite, trazendo rajadas de vento de até 96 km/h. As tempestades irão se enfraquecer gradualmente à medida que continuam se deslocando para o sul durante o final da noite e a madrugada”, disse o NWS.

Outro fator de baixa sobre as cotações do milho é a queda de quase 1% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No radar, o início da colheita da safra de inverno no Brasil, que deve alcançar 112 milhões de toneladas neste ciclo 2025/26, de acordo com a DATAGRO Grãos – a segunda safra responde por cerca de 80% da oferta brasileira do cereal.

Ainda na América do Sul, a colheita da safra argentina 2025/26 de milho perdeu força nas últimas semanas, com produtores concentrando os esforços nas lavouras de soja e aguardando uma redução de umidade nas áreas de milho.