Às 10h10 (horário de Brasília) desta segunda-feira (8), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve baixa de 2,00 pontos e 0,48%, cotado a US$ cents 415,50/bushel; o de setembro recuava na mesma intensidade, a US$ cents 425,00/bushel.
Na sexta-feira (5), o vencimento de julho caiu 1,65%, US$ cents 417,50/bushel, fechando a semana com perda acumulada de 6,55%; o de setembro cedeu 1,33%, a US$ cents 427,00/bushel – desvalorização semanal de 6,31%.
Os preços do cereal seguiam em trajetória de baixa nesta manhã, pressionados pelo bom ritmo de semeadura da safra 2026/27 no Corn Belt, cujos trabalhos se encontram em sua fase derradeira. Cerca de dois terços das lavouras já plantadas se encontram em condições boas e excelentes, amostra semelhante ao observado em igual período do ano passado.
Após o encerramento das negociações, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicará seu boletim atualizado com os estágios e condições das lavouras. Daqui a pouco, sai o relatório semanal de embarques, importante indicador pela demanda internacional pelo milho norte-americano.
A semana também promete ser mais movimentada para o mercado de grãos, tendo em vista a publicação, na quinta-feira (11), do relatório mensal de oferta e demanda (Wasde). O documento anterior apontou a produção de milho nos EUA em 406,29 milhões de toneladas na safra 2026/27 – ante 432,34 milhões de toneladas no ciclo anterior –, além de estoques finais mais apertados.
Limitando maiores perdas, o petróleo voltava a subir no mercado internacional diante dos recentes ataques de Israel contra o Irã e o Líbano, o que aumenta os temores de que o conflito na região do Golfo Pérsico deve se estender. A valorização do combustível fóssil aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Além disso, o USDA relatou há pouco que exportadores realizaram uma venda de 103 mil toneladas de milho para o Japão, sendo 40 mil toneladas programadas para serem entregues no ano comercial 2025/26 e 63 mil toneladas em 2026/27.
As condições climáticas para o Corn Belt também são monitoradas de perto pelos investidores. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), são esperadas pancadas de chuva e trovoadas em grande parte da região produtora de milho no início desta semana.
“A umidade que flui para o norte sobre o Vale do Mississippi produzirá pancadas de chuva e trovoadas com chuvas fortes no Alto e Médio Vale do Mississippi, no Vale do Ohio e no Vale do Tennessee”, disse o NWS.
No radar, o início da colheita da segunda safra no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos de campo na Argentina.