Às 10h (horário de Brasília) desta terça-feira (28), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve alta de 1,75 ponto e 0,39%, negociado a US$ cents 453,50/bushel. O vencimento de dezembro avançava 1,50 ponto e 0,32%, a US$ cents 475,50/bushel.
Ontem (27), o contrato de setembro caiu 2,69%, a US$ cents 451,75/bushel; o de dezembro cedeu 2,77%, a US$ cents 474,00/bushel.
Após a expressiva queda anotada na véspera, os preços do cereal voltavam a ganhar terreno nesta manhã, apoiados pela piora nas condições das lavouras norte-americanas na última semana.
Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) até o último domingo (26) mostra que 63% das áreas estão classificadas como boas/excelentes, baixa de 4 p.p. em relação à semana anterior e inferior aos 73% registrados na mesma época de 2025. Do restante, 25% foram avaliadas como regulares e 12% como ruins/muito ruins.
O desenvolvimento vegetativo segue acelerado: 78% da área já semeada alcançou a fase de embonecamento, avanço de 19 p.p. em relação à semana anterior. O índice está acima dos 73% registrados no mesmo período de 2025 e também supera a média dos últimos cinco anos (74%).
Além disso, 24% das lavouras entraram na fase de espigamento, ante 13% na semana anterior. O percentual está levemente abaixo do observado em igual período do ano passado (25%), mas supera a média plurianual (22%).
Também dava suporte aos preços a demanda internacional aquecida. Há pouco, o USDA informou a realização de uma venda individual de 197,272 mil toneladas de milho para um destino desconhecido, com entrega programada para o ano comercial 2026/27.
No radar, a colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos na Argentina.