Às 10h20 (horário de Brasília) desta quarta-feira (3), o contrato de janeiro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) apresentava moderada queda de 0,86%, cotado a R$ 75,35/saca; o de março recuava 0,55%, a R$ 76,53/sc. Na semana, por outro lado, os vencimentos acumulam ganhos parciais de 2,92% e 2,11%, nesta ordem.
Ontem (2), os futuros subiram 2,40% e 1,41%, a R$ 76,00/sc e a R$ 76,95/sc, nesta ordem.
Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pelo movimento de realização de lucros, tendo em vista os ganhos anotados nos últimos dias. Além disso, os contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) também anotavam perdas nesta manhã.
Outro fator de baixa é o leve recuo do câmbio, o que diminui a competitividade das exportações brasileiras de milho.
No entanto, maiores perdas eram limitadas pelo atraso na semeadura da soja no Brasil, o que tende a pressionar a janela de cultivo do milho de inverno no ano que vem – a segunda safra representa cerca de 70% da produção nacional do cereal.
A semeadura do milho de verão também apresenta atraso ante a temporada passada e a média dos últimos anos.
Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (28) mostra que o plantio chegou a 85,6% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 7,6 pontos percentuais em sete dias. No mesmo período do ano passado, a semeadura estava em 88,1%; na média dos últimos cinco anos, em 92,9%.