Às 9h32 (horário de Brasília) desta sexta-feira (13), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava estabilidade com viés de baixa (-0,04%), cotado a R$ 75,17/saca, porém, com ganho acumulado de 2,65% na parcial da semana. O vencimento de julho operava em viés de baixa (-0,01%), a R$ 71,47/sc, com valorização semanal de 0,73%.
Na véspera (12), o contrato de maio caiu 0,82%, a R$ 75,20/sc; o de julho recuou 0,29%, a R$ 71,48/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela queda dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT). A desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação, também contribuía para o viés negativo.
Por outro lado, preocupações com atrasos nas atividades de campo limitavam perdas. As chuvas intensas em diversas regiões produtoras seguem impactando o ritmo da colheita do milho de verão e também o plantio da segunda safra.
Segundo a DATAGRO, os próximos 10 dias devem continuar sendo marcados por precipitações volumosas em grande parte das áreas produtoras de grãos do Brasil. O excesso de chuvas dificulta a colheita da soja e, consequentemente, atrasa o plantio do milho de inverno, conhecido como safrinha.
Levantamento da DATAGRO indica que a colheita do milho de verão alcançou 38,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até a última sexta-feira (6), após avanço de 6,3 pontos percentuais em uma semana.
No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 46,2%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 43,6%.