Milho anota perdas na manhã desta 5ª feira na B3

Às 9h27 (horário de Brasília) desta quinta-feira (23), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava forte queda de 1,16%, cotado a R$ 68,15/saca. O vencimento de julho recuava 0,99%, a R$ 68,94/sc.

Por outro lado, no recorte semanal, os futuros acumulam ganhos parciais de 3,71% e 3,17%, respectivamente.

Na véspera (22), o vencimento de maio subiu 2,07%, a 68,95/sc, e o de julho recuou 2,58%, a R$ 69,63/sc.

Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela queda do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação. Também contribuía para o viés negativo a desvalorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

Maiores perdas eram limitadas pelo atraso no plantio do cereal em algumas regiões do Centro-Sul do Brasil.

No campo, com a semeadura do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para as condições climáticas diante do período decisivo de desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.

Já a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 76,4% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 4,9 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (17). No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 86,3%; na média dos últimos cinco anos, em 82,8%.

A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.

No radar, os impasses diplomáticos sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, tendo em vista que o Irã é um dos principais destinos das exportações brasileiras de milho.