Milho anota perdas na manhã desta 5ª feira na B3

Às 10h11 (horário de Brasília) desta quinta-feira (9), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava queda moderada de 0,52%, cotado a R$ 68,77/saca, com perda acumulada de 4,11% na semana. O vencimento de julho caía 0,56%, a R$ 68,91/sc, com recuo semanal parcial de 3,23%.

Na véspera (8), o vencimento de maio caiu 1,31%, a 69,13/sc, e o de julho recuou 1,42%, a R$ 69,30/sc.

Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela queda do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação.

Por outro lado, maiores perdas eram evitadas pela valorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos agentes de mercado se voltam para a previsão do tempo para o mês de abril, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.

Já o milho de verão 2025/26, a colheita chegou a 65,6% da área cultivada, após avançar 7,2 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (3). No mesmo período de 2025, os trabalhos estavam em 76,9%; na média dos últimos cinco anos, em 72,1%.

A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.

No radar, o cessar-fogo de duas semanas estabelecido entre os Estados Unidos e o Irã para o conflito no Oriente Médio, que se aproximava do 40º dia. O país persa é um dos principais destinos das exportações brasileiras de milho.