Às 9h23 (horário de Brasília) desta terça-feira (2), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) apresentava leve queda de 0,18%, cotado a R$ 65,05/saca; o vencimento de setembro caía 0,30%, a R$ 67,55/sc.
Ontem (1º), os futuros anotaram perdas: o contrato de julho recuou 0,38%, a R$ 65,17/sc, e o de setembro se desvalorizou 0,51%, a R$ 67,75/sc.
Neste pregão, os preços internos eram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação.
Além disso, a baixa dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos, também contribuía para o viés negativo.
No campo, o início da colheita da segunda safra do grão, em importantes estados produtores do Centro-Sul do Brasil, também exerce pressão sobre os futuros do cereal.
Órgãos estaduais como o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Departamento de Economia Rural (Deral) já relatam um progresso inicial dos trabalhos no Mato Grosso e no Paraná.
A DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.