Milho anota perdas na B3 nesta manhã de 2ª feira

Às 9h44 (horário de Brasília) desta segunda-feira (16), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em leve baixa de 0,27%, cotado a R$ 75,09/saca; o de julho caía 0,10%, a R$ 71,40/sc.

Na sexta-feira (13), o vencimento de maio avançou 0,12%, a R$ 75,29/sc, encerrando a semana com ganho acumulado de 2,81%; no entanto, o de julho terminou em viés de baixa (-0,01%), a R$ 71,47/sc, porém, fechou a semana com avanço de 0,73%.

Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela desvalorização do câmbio. Além disso, a queda dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) também contribuía para o viés negativo.

No campo, os analistas veem com preocupação os recentes atrasos nos trabalhos da colheita do milho de verão e no plantio da segunda safra, após um período de chuvas intensas no Centro-Sul do Brasil.

Segundo a DATAGRO, esta semana ainda deve ser marcada por precipitações volumosas em grande parte das áreas produtoras de grãos do Brasil. O excesso de chuvas dificulta a colheita da soja e, consequentemente, atrasa o plantio do milho de inverno, conhecido como safrinha.

De acordo com o levantamento da consultoria, a colheita do milho de verão alcançou 38,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até a última sexta-feira (6), após avanço de 6,3 pontos percentuais em uma semana.

No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 46,2%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 43,6%.