Às 9h38 (horário de Brasília) desta sexta-feira (8), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em leve baixa de 0,37%, cotado a R$ 67,25/saca, com recuo acumulado de 3,45% na parcial da semana. O vencimento de julho recuava 0,33%, a R$ 69,26/sc, com desvalorização semanal de 3,27%.

Na véspera (7), o contrato de julho fechou em viés de alta (+0,07%), a R$ 67,50/sc; o de julho avançou 0,20%, a R$ 69,49/sc.

Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pelo recuo moderado do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação, bem como pela baixa dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).

No entanto, maiores perdas eram limitadas pela demanda internacional aquecida. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 471 mil toneladas de milho no mês de abril, volume 166% acima em comparação com o mesmo mês de 2025 (177 mil t).

O mercado segue atento à finalização da colheita da safra de verão no Centro-Sul do Brasil, que, apesar de atrasada, deve ser recorde.

Segundo levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (1º), a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 84,8% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 3,7 pontos percentuais (p.p) em sete dias. No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 92,6%; na média dos últimos cinco anos, em 90,6%.

desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil também é monitorado de perto. A expectativa é de uma safra cheia, apesar de algumas perdas pontuais, causadas por estresses climáticos.