Milho anota forte queda em Chicago nesta 6ª feira e encerra a semana com perda acumulada de 5%

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (31) em forte baixa de 5,00 pontos e 1,12%, cotado a US$ cents 440,75/bushel; o de dezembro recuou 4,50 pontos e 0,96%, a US$ cents 464,00/bushel. Na semana, os futuros acumularam perdas de 5,06% e 4,82%, respectivamente; já no mês de julho, ganhos de 5,76% e 6,42%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do milho acompanharam o tombo de mais de 3% do trigo, além de receberem pressão do clima mais favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas.

Boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que “chuvas benéficas registradas do vale do Mississippi em direção ao oeste estão ajudando a estabilizar as condições das lavouras, que haviam se deteriorado durante o recente período de calor e tempo seco”.

Também pesou sobre as cotações o aumento da oferta na América do Sul. A colheita da safra de inverno no Brasil ultrapassa 60% da área cultivada no Centro-Sul do país, com bons rendimentos no Mato Grosso, principal estado produtor.

Já na Argentina, a colheita da safra 2025/26 está 70% concluída, com entidades locais apontando para uma produção recorde, de mais de 65 milhões de toneladas.

No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo avanço do petróleo no mercado internacional e pela demanda interna e externa aquecida pelo milho dos Estados Unidos.

Anteriormente nesta semana, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que a produção norte-americana de etanol bateu o segundo maior nível já registrado na história na semana encerrada em 24 de julho. O USDA, por sua vez, relatou vendas para exportação no ano comercial 2026/27 acima das expectativas dos investidores.