O ministro André Mendonça acatou o mandado de segurança impetrado por parlamentares, que pediam a prorrogação da CPMI do INSS por mais 120 dias. O magistrado – o mesmo que vem beneficiando os convocados – não fala expressamente em período de funcionamento, mas afirma que a prorrogação da CPMI observará o prazo que a minoria entender ser necessário. A interferência de Mendonça pegou todo mundo de surpresa, já que até semana passada o sentimento era de que o ministro não buscaria confrontar o Congresso. Nunca é demais lembrar que Davi Alcolumbre deixou a indicação de Mendonça ao STF dormitando na gaveta da CCJ e só pautou a sabatina depois de quatro meses. Agora, Mendonça obriga Alcolumbre a engolir, a contragosto, uma derrota. O presidente poderá agora convocar sessão do Congresso para ler a prorrogação da CPMI do INSS e, como já existe número suficiente de assinaturas, a CPMI do Master poderá ser lida na mesma sessão. Também haverá pressão para votação do veto presidencial da dosimetria, mas neste caso Alcolumbre poderá ganhar tempo alegando que há uma fila de vetos a respeitar. Agora, a oposição terá mais três meses para atacar Fábio Luís, o Lulinha, e ganhará a oportunidade de alvejar os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes na CPMI do Master. Alcolumbre deve cumprir a decisão em 48 horas, mas pode recorrer. Se não cumprir, a comissão poderá considerar seus trabalhos automaticamente prorrogados.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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