O contrato de maio do óleo de palma encerrou a sessão desta quarta-feira (8) em expressiva queda de 2,41% na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), cotado a US$ 1.145,25/tonelada. O vencimento de junho recuou 2,52%, a US$ 1.152,50/t. Na parcial da semana, a commodity acumula perdas de 3,78% e 3,96%, respectivamente. 

Neste pregão, os preços da commodity foram pressionados pela queda expressiva nas cotações do petróleo no mercado internacional, que voltaram a operar abaixo de US$ 100 o barril, depois que os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas. 

Os preços do petróleo mais baixos tornam o óleo de palma uma opção menos atraente como matéria-prima de biodiesel.

Os preços do combustível também afetaram o rendimento do óleo de palma na Bolsa de Dalian (DCE), que fechou em queda de 4,36%, enquanto o óleo de soja recuou 3,07%.

O ringuite malaio se fortaleceu 3,07% frente ao dólar, fator que torna o óleo de palma mais caro para compradores estrangeiros.

No radar, o mercado aguarda a divulgação dos dados oficiais de oferta e demanda da commodity na Malásia, que serão informados pelo Conselho Malaio de Óleo de Palma (MPOB) em 10 de abril.