O contrato de setembro do óleo de palma encerrou a sessão desta quarta-feira (12) em forte queda de 1,12% na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), cotado a US$ 1.123,25/tonelada. O vencimento de outubro recuou 0,97%, a US$ 1.149,25/t. 

Na parcial da semana, o vencimento de setembro acumula perda de 0,27%, enquanto o futuro negociado para outubro soma ganho de 0,50%. 

Neste pregão, as cotações foram pressionadas pelo rendimento negativo do óleo de palma na Bolsa de Dalian (DCE), que registrou baixa de 0,71%, enquanto o óleo de soja recuou 0,21% no índice chinês.

Além disso, o ringgit malaio valorizou 0,17% frente ao dólar, fator que torna o óleo de palma mais caro para compradores estrangeiros.

Limitando maiores perdas, as cotações seguem afetadas pela volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional. Durante a noite, os valores do combustível foram impulsionados pelo arrefecimento das esperanças dos investidores com a possibilidade de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã.

Os preços mais altos do combustível fóssil no mercado internacional tornam o óleo de palma uma opção mais atraente como matéria-prima de biodiesel.

Em relação a oferta, a SD Guthrie, uma das maiores produtoras mundiais da commodity, informou quie a produção de óleo de palma deve ser impactada nas safras de 2027 e 2028 por conta do El Niño.