O contrato de junho do óleo de palma encerrou a sessão desta terça-feira (12) em forte queda de 1,03% na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), cotado a US$ 1.131,25/tonelada. O vencimento de julho recuou 1,06%, a US$ 1.139,00/t.
Neste pregão, as cotações foram pressionadas pelo rendimento negativo do óleo de palma na Bolsa de Dalian (DCE), que fechou em baixa de 1,35%. Por outro lado, o óleo de soja avançou 0,16% no índice chinês.
O mercado também segue repercutindo o relatório do Conselho Malaio de Óleo de Palma (MPOB) sobre os estoques, produção e exportações da commodity em abril.
De acordo com o documento, o volume armazenado de óleo de palma na Malásia atingiu 2,31 milhões de toneladas em abril, alta de 1,71% em relação ao mês anterior.
Já a produção de óleo de palma bruto no país no mês foi de 1,63 milhão de toneladas, alta de 18,3% frente ao registrado em março.
No entanto, o país exportou o volume de 1,3 milhão de toneladas em abril, recuo de 14,3% na comparação mensal.
Limitando maiores perdas, as cotações da commodity foram afetadas pela alta nos preços do petróleo, após um novo impasse entre os Estados Unidos e o Irã nas negociações para a paz no Oriente Médio.
Os valores mais altos do petróleo tornam o óleo de palma uma opção mais atraente como matéria-prima de biodiesel.
O ringgit malaio enfraqueceu 0,31% frente ao dólar, fator que torna o óleo de palma mais barato para compradores estrangeiros.
Além disso, a empresa de inspeção de cargas da Malásia, Intertek Testing Services, projetou que as exportações de óleo de palma e derivados do país avançaram 8,5% entre os dias 1º e 10 de maio. No entanto, a AmSpec Agri Malaysia estima que os embarques recuaram 10,8% em relação ao mesmo recorte do mês anterior.