O contrato de setembro do óleo de palma encerrou a sessão desta terça-feira (4) em forte alta de 1,32% na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), cotado a US$ 1.135,50/tonelada. O vencimento de outubro avançou 1,39%, a US$ 1.146,25/t. 

Neste pregão, as cotações foram impulsionadas pelo rendimento positivo do óleo de palma na Bolsa de Dalian (DCE), que fechou em leve alta de 0,23%, enquanto o óleo de soja avançou 0,32% no índice chinês.

Além disso, a Indonésia exportou 2,4 milhões de toneladas de óleo de palma bruto e refinado em junho deste ano, queda de 12,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, mostram dados divulgados na véspera (3) pelo departamento de estatísticas do governo. Em receita, os embarques alcançaram US$ 2,7 bilhões.

O ringgit malaio desvalorizou 0,02% frente ao dólar, fator que torna a commodity mais barata para compradores de moedas estrangeiras,

Limitando maiores ganhos, as cotações seguem afetadas pela volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional. Os valores do combustível recuaram depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu novos bombardeios contra o Irã, com objetivo de avançar nas negociações para a reabertura completa do Estreito de Ormuz.

Os preços mais baixos do combustível no mercado internacional tornam o óleo de palma uma opção menos atraente como matéria-prima de biodiesel.  

Uma pesquisa da Reuters aponta que as exportações da commodity pela Malásia avançaram 14,8% em julho, com crescimento de 7,4% na produção. Se confirmado, os estoques do país alcançarão o maior nível em cinco meses.

O Conselho Malaio de Óleo de Palma (MPOB) deve comunicar os dados oficiais em 10 de agosto.