O contrato de maio do óleo de palma encerrou a sessão desta quinta-feira (9) em forte alta de 1,00% na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), cotado a US$ 1.156,75/tonelada. O vencimento de junho avançou 1,08%, a US$ 1.165,00/t. Na semana, por outro lado, os futuros acumulam perdas de 2,81% e 2,92%, respectivamente.

Neste pregão, o movimento de alta foi impulsionado por compras oportunistas após as perdas da sessão anterior e pela valorização do petróleo bruto no mercdo internacional, fator que tende a favorecer a demanda por biocombustíveis.

Outro fator de suporte foi a desvalorização do ringgit malaio, que recuou 0,15% frente ao dólar, tornando o óleo de palma mais competitivo para compradores internacionais.

No entanto, os ganhos foram contidos pela fraqueza de óleos concorrentes negociados em Dalian, na China, e por incertezas sobre o cronograma de adoção do B50 na Indonésia.

A dúvida sobre a aplicação da mistura obrigatória de biodiesel — se restrita a entidades subsidiadas ou também válida para não subsidiadas — gerou cautela entre os agentes.

O Ministério da Energia da Indonésia informou ter emitido um decreto para definir o cronograma da política, alinhada às metas de transição energética e autossuficiência do país.