O contrato de julho do óleo de palma encerrou a sessão desta quarta-feira (10) em estabilidade com viés de alta (+0,09%) na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), cotado a US$ 1.106,5/tonelada. O vencimento de agosto avançou 0,20%, a US$ 1.116,25/t. Por outro lado, na parcial da semana, os futuros acumulam perda de 1,49% e 1,24%, respectivamente.
Neste pregão, as cotações foram impulsionadas pela reação dos investidores ao relatório do Conselho Malaio de Óleo de Palma (MPOB), que apontou uma queda de 7% na produção da commodity no país em maio, para 1,52 milhão de toneladas. O mercado esperava uma baixa de 4,9%.
Além disso, as empresas de carga independente da Malásia estimam que as exportações de óleo de palma do país avançaram entre 3,5% e 4,9% durante 1º a 10 de junho.
Em paralelo, os preços seguem impactados pela cotação do petróleo no mercado internacional. Os valores da commodity energética foram impulsionados pela nova escalada das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã, depois que o governo norte-americano atacou alvos no país persa.
Os preços mais altos do combustível no mercado internacional tornam o óleo de palma uma opção mais atraente como matéria-prima de biodiesel.
O ringgit malaio enfraqueceu 0,22% frente ao dólar, fator que torna o óleo de palma mais barato para compradores estrangeiros.
Limitando maiores ganhos, o óleo de palma fechou em queda de 0,13% na Bolsa de Dalian (DCE), enquanto o óleo de soja estabilizou em viés de baixa (-0,05%) no índice chinês.
A valorização da commodity no mercado também foi afetada pelos outros dados divulgados pelo MPOB. De acordo com a entidade, as exportações de óleo de palma pela Malásia recuaram cerca de 14%, atingindo 1,1 milhão de toneladas em maio, o menor nível em um ano.
Os estoques da commodity avançaram 5,2% em relação ao mês anterior, alcançando 2,4 milhões de toneladas.