O contrato de julho do óleo de palma encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em forte queda de 1,11% na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), cotado a US$ 1.096,00/tonelada. O vencimento de agosto recuou 1,19%, a US$ 1.104,25/t. Por outro lado, na parcial da semana, os futuros acumulam ganhos de 0,25% e 0,11%, respectivamente. 

Neste pregão, os preços da commodity acompanharam o rendimento negativo do óleo de palma na Bolsa de Dalian (DCE), que fechou em queda de 0,68%, enquanto o óleo de soja recuou 0,3% no índice chinês. 

Além disso, os preços foram impactados pela recente queda nos preços do petróleo no mercado internacional, após o acordo entre os Estados Unidos e o Irã que encerra as hostilidades no Golfo Pérsico.

Os preços mais baixos do combustível no mercado internacional tornam o óleo de palma uma opção menos atraente como matéria-prima de biodiesel.

Limitando maiores perdas, o ministro da Energia da Indonésia, Bahlil Lahadalia, informou que o país vai cumprir com o prazo de elevar para 50% o percentual de mistura de biodiesel à base de óleo de palma no diesel convencional (B50) no dia 1º de julho, depois que testes realizados pela pasta apresentaram resultados positivos. 

O ringgit malaio enfraqueceu 1,23% frente ao dólar, fator que torna o óleo de palma mais barato para compradores estrangeiros.