O contrato de julho do óleo de palma encerrou a sessão desta quinta-feira (25) em moderada baixa de 0,86% na Bolsa de Derivativos da Malásia (MDEX), cotado a US$ 1.096,75/tonelada. O vencimento de agosto recuou 1,01%, a US$ 1.102,00/t. Na parcial da semana, os futuros acumulam perdas de 1,35% e 1,48%, respectivamente. 

Neste pregão, os preços da commodity acompanharam o rendimento negativo dos preços do petróleo no mercado internacional, após a informação de que ao menos 20 milhões de barris do combustível passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. 

Os preços mais baixos do combustível no mercado internacional tornam o óleo de palma uma opção menos atraente como matéria-prima de biodiesel.

Além disso, as cotações também foram pressionadas pelo recuo de 1,81% do óleo de palma na Bolsa de Dalian (DCE), enquanto o óleo de soja anotou baixa de 0,37% no índice chinês.

Limitando maiores perdas, as empresas independentes de inspeção de cargas da Malásia, Intertek Testing Services e AmSpec Agri Malaysia, projetaram que as exportações de derivados de óleo de palma pelo país avançaram 10,6% e 11,1%, respectivamente, entre os dias 1º a 25 de junho. 

Já na Indonésia, conforme informado pela Reuters, citando um funcionário do Ministério da Energia do país, o governo já emitiu a regulamentação que implementa seu mandato que aumenta para 50% a mistura de biodiesel feito à base de óleo de palma no diesel (B50).

A fonte também afirmou ao veículo que foi estabelecido um prazo de até 3 meses para os varejistas liquidarem os estoques atuais.