O serviço de monitoramento de safras da União Europeia, MARS, reduziu nesta segunda-feira (24), pelo segundo mês consecutivo, sua projeção para a produtividade do milho no bloco em 2026, diante dos impactos das temperaturas recordes e da seca sobre as culturas de verão.

A produtividade média do milho foi estimada em 6,61 toneladas por hectare (t/ha), abaixo das 6,93 t/ha projetadas em julho e das 7,38 t/ha previstas em junho.

Segundo o MARS, as culturas de verão foram fortemente afetadas pelas temperaturas elevadas e pela seca intensa registrada em algumas regiões da Europa.

O cenário adverso também levou a novos cortes nas estimativas de outras culturas. Para a beterraba açucareira, a projeção de produtividade caiu de 76,0 t/ha para 72,2 t/ha, ficando 5% abaixo da média dos últimos cinco anos.

Entre as oleaginosas, a produtividade projetada do girassol foi reduzida de 1,94 t/ha para 1,92 t/ha, nível 3% inferior à média de cinco anos. Para a soja, o corte foi mais expressivo, de 2,62 t/ha para 2,31 t/ha, ficando 14% abaixo da média histórica recente.

As condições climáticas desfavoráveis também atingiram as pastagens, aumentando as preocupações com a disponibilidade de forragem para a pecuária no bloco.

Dentro das culturas de inverno, o trigo mole, principal cereal produzido na União Europeia, o MARS manteve a estimativa de produtividade em 5,88 t/ha, praticamente em linha com a média dos últimos cinco anos. Já para a colza, a projeção foi reduzida de 3,14 t/ha para 3,09 t/ha, ficando 4% abaixo da média quinquenal.