Manejo integrado aumenta eficiência no combate a plantas daninhas

A reprodução das plantas daninhas acontece muito facilmente, de duas principais formas: a reprodutiva, por meio das sementes, ou a vegetativa, por meio de estruturas especificas como, por exemplo, os estolões, quando a planta gera outra, sem depender da produção de sementes, explica João Giraldi, executivo da Amada Brasil, especializada em proteção de cultivos agrícolas.

“Algumas espécies de plantas daninhas podem produzir cerca de trezentas mil sementes, que se propagam pelo vento, chuva, máquinas e outros meios”, diz Giraldi.

Segundo o especialista, para o bom manejo de plantas daninhas é fundamental que sejam utilizadas ferramentas capazes de contribuir para a redução da germinação das sementes no solo. Uma das opções, sublinha Giraldi, é o manejo integrado de plantas daninhas, que, quando bem executado, evita que o agricultor veja sua produção ser reduzida em até 80%.

De acordo com o executivo, um bom sistema de manejo integrado de plantas daninhas é composto basicamente três pilares: o primeiro é a utilização de defensivos que apresentem mais de um mecanismo de ação para o mesmo alvo biológico (planta daninha) dentro do ciclo da cultura.

Já o segundo compreende o controle e cuidados com a sementeira, com ferramentas (controles químicos, físicos ou biológicos) que reduzam a possibilidade de germinação, diminuindo o número de novas plantas daninhas por metro quadrado. E o terceiro pilar é o monitoramento da área, para efetivar o controle das plantas daninhas nas melhores condições de aplicação dos defensivos e nos estádios mais susceptíveis.