Desde que Flávio Bolsonaro começou a demonstrar fôlego nas pesquisas de intenção de voto, o Centrão começou a trocar o discurso de desconfiança pela aproximação. Ao Valor hoje, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, acenou para a possibilidade de composição com o presidenciável do PL, ainda que com condicionantes. Na federação PP-União Brasil, o tom também mudou. O senador Ciro Nogueira, que sempre cobrou publicamente que Flávio mantenha o comportamento moderado em relação aos bolsonaristas, indicou aos aliados que uma aliança com o filho 01 de Jair Bolsonaro pode realmente acontecer. Uma reunião da federação na próxima semana deve discutir a possibilidade de apoio ao pré-candidato à Presidência da República, mas a decisão final só deve acontecer em julho. Fontes ouvidas pelo BAF avaliam que ainda é difícil a federação conseguir emplacar o vice da chapa, mas que se isso acontecer, amplia-se a possibilidade de verticalização do apoio à Flávio nos Estados – o que atrapalha a estratégia eleitoral do Centrão no Nordeste pela dependência do apoio de Lula. O nome mais forte para indicação de vice é da senadora Tereza Cristina (PP/MS), que publicamente se coloca como candidata à presidência do Senado no ano que vem. Neste momento, cada partido do grupo está de olho na movimentação do outro. Se mais legendas do Centrão aderirem à campanha de Flávio, a perspectiva de formação de um blocão em torno da candidatura tende a atrair mais legendas para o palanque bolsonarista.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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