O escoamento da safra de grãos continua sendo um dos maiores custos para o produtor rural na maior parte do país. Estradas ruins e a distância entre as áreas produtivas e os portos continuam sendo alguns dos problemas enfrentados.

Segundo um levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (IMEA), o frete para escoar a safra de soja no estado representa 34,19% do preço do grão. Só para ter uma ideia, o trajeto entre Mato Grosso e o porto de Miritituba, no Pará, chega a custar R$ 200,00 a tonelada carregada.
Problema enfrentado também pelos produtores do Rio Grande do Sul. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o custo com o transporte rodoviário no estado em 2016/17 subiu cerca de 30% em relação à safra passada.
A cidade de Santo Ângelo foi o que apresentou maior custo logístico. O trajeto até o porto do Rio Grande saltou de R$ 65,00 a tonelada para R$ 85,00, o que significa alta de 31%. O menor reajuste foi em Santa Rosa, município que já apresentava o valor de frete mais caro desde 2016, passou de R$ 70,00 a tonelada para R$ 85,00.
O diretor da Farsul, Fábio Avancini Rodrigues, diz que o Brasil precisa investir mais nos transportes hidroviários e ferroviários. Além do custo logístico mais baixo, estes modais apresentam maior capacidade. Segundo Rodrigues, uma única embarcação transporta cinco mil toneladas de grãos, o suficiente para retirar 100 caminhões das estradas.