As perspectivas do sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) para os próximos anos são animadoras e tem levado cada vez mais produtores a aderirem ao modelo de produção, que já atinge 11,5 milhões de hectares em todo País.

Atualmente, Mato Grosso responde por 13% de toda essa área, ocupando a segunda posição em utilização do sistema, atrás apenas do vizinho Mato Grosso Sul, onde a área de ILP chega a dois milhões de hectares.
Os dados e projeções foram apresentados durante o 1º. Encontro do Sul de Mato Grosso de Integração Lavoura-Pecuária realizado no campus da Universidade Federal de Mato Grosso, em Rondonópolis, no final da semana passada – quinta (06) e sexta (07).
O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa e Inovação de Sistemas Puros e Integrados de Produção (GIPSI), formado por cerca de 60 pessoas entre professores e estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de Agronomia, Biologia, Engenharia Florestal, Engenharia Agrícola e Ambiental, Zootecnia, que há quatro anos se dedica aos estudos e pesquisas nesta área.
De acordo com o professor doutor e um dos coordenadores do Encontro, Edicarlos Damacena, em cinco anos, a área de ILP no Brasil saiu de 5,5 milhões para os atuais 11,5 milhões. O destaque tem sido o investimento de pecuaristas neste sistema, até pouco tempo adotado principalmente pelos agricultores. São cerca de 10% de aumento em áreas prioritariamente de pecuária nos últimos anos.