A irregularidade de chuvas e as altas temperaturas registradas entre o final de dezembro e o início de janeiro ocasionaram perdas pontuais em lavouras de soja de alguns municípios goianos. Essa situação, porém, não deve gerar até, o momento, impactos significativos na produção da oleaginosa, avalia a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO).

“É importante salientar que não tivemos uma falta geral de chuvas, mas sim uma irregularidade maior e volumes menores que no início da safra, com chuvas ocorrendo de forma bastante esparsa”, diz o consultor técnico da Aprosoja-GO, Cristiano Palavro. “Portanto, enquanto algumas lavouras estão ainda em condições excelentes, outras tiveram problemas mais graves.”
De maneira geral, as previsões climáticas indicam o retorno de chuvas regulares e mais bem distribuídas nas áreas produtoras para as próximas semanas, o que deve limitar efeitos negativos no desenvolvimento das plantações. Volumes maiores são previstos no Centro-Sul goiano.
Além da instabilidade climática, a incidência de pragas e doenças também preocupa os produtores goianos. Isso porque foi identificado o primeiro foco de ferrugem asiática desta safra no Estado, mais especificamente em uma área comercial da Universidade Federal de Goiás (UFG) no município de Jataí.