A indústria da borracha da Alemanha encerrou o primeiro semestre de 2026 com retração nos principais indicadores de atividade. Dados divulgados no começo deste mês pela Associação da Indústria Alemã da Borracha (WDK) mostram quedas na produção, no faturamento e no número de empregos, cenário que levou a entidade a pedir medidas urgentes do governo para preservar a competitividade do setor.

A produção total recuou 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, para 530 mil toneladas, enquanto o número de trabalhadores empregados caiu 5%, para 57,2 mil. As vendas somaram € 5,20 bilhões, redução anual de 4,1%, com retração tanto no mercado doméstico quanto nas exportações.

O segmento de pneus apresentou o desempenho mais negativo. A produção caiu 9,1%, para 200 mil toneladas, e as vendas recuaram 7,9%, totalizando € 1,76 bilhão. O emprego no setor diminuiu 8,3%, para 16,5 mil pessoas.

Na fabricação de produtos técnicos de elastômero, a produção teve queda de 2,9%, para 330 mil toneladas. Já as vendas de produtos gerais de borracha somaram € 3,44 bilhões, baixa de 2%.

Para o presidente da WDK, Michael Klein, a combinação de custos elevados de energia, excesso de burocracia e concorrência internacional tem pressionado a indústria alemã. Segundo ele, a continuidade dessa tendência pode comprometer a capacidade produtiva europeia em áreas consideradas estratégicas.

A associação defende, entre outras medidas, a redução dos custos energéticos, o alívio das exigências burocráticas e ações para fortalecer o mercado interno. O economista-chefe da WDK, Michael Berthel, afirmou que os indicadores reforçam a deterioração do ambiente industrial e alertou para o risco de fechamento permanente de um número crescente de fábricas.