A produção de óleo de palma da Indonésia deve recuar 2,9% em 2027, para 56,8 milhões de toneladas, em razão dos efeitos prolongados do tempo seco sobre a manutenção das plantações, informou nesta quarta-feira (2) a Associação Indonésia de Óleo de Palma (GAPKI).
Segundo o secretário-geral da entidade, Hadi Sugeng, muitas empresas interromperam a aplicação de fertilizantes diante das condições climáticas adversas.
“Devido ao tempo seco, muitas empresas interromperam a fertilização, pois mesmo que aplicássemos fertilizante, seria um desperdício, já que ele evaporaria”, afirmou à Reuters.
Além do clima, a alta dos custos também pesa sobre o setor. De acordo com Sugeng, os preços dos fertilizantes subiram 30% no segundo semestre deste ano, pressionados pelos impactos da guerra no Oriente Médio.
A GAPKI também revisou para baixo sua estimativa para a produção de 2026, de 58,8 milhões para 58,5 milhões de toneladas, após o tempo seco retardar o amadurecimento dos frutos.
Mesmo com a revisão, a produção deste ano deve ficar 3,4% acima das 56,55 milhões de toneladas registradas em 2025, sustentada pela entrada em produção de áreas replantadas e de novas plantações.