A Indonésia deve iniciar oficialmente em 1º de julho a implementação do programa B50, que eleva para 50% a participação do biodiesel à base de óleo de palma na mistura obrigatória com diesel fóssil. A confirmação foi feita nesta quinta-feira (18) pelo ministro da Energia, Bahlil Lahadalia.

Segundo o ministro, os testes realizados pelo governo apresentaram resultados positivos, permitindo o avanço do programa conforme o cronograma previsto.

“A equipe do Ministério da Energia realizou testes e os resultados são encorajadores. A implementação do B50 será iniciada em 1º de julho de 2026”, afirmou Lahadalia a jornalistas.

A medida representa mais um passo da Indonésia na ampliação do uso de biocombustíveis e na redução da dependência de combustíveis importados. Em maio, o governo já havia sinalizado a intenção de elevar a mistura obrigatória de biodiesel e também de introduzir a gasolina E5, contendo 5% de etanol.

De acordo com o ministro, a adoção do B50 permitirá ao país reduzir significativamente as importações de diesel.

“Assim, reduziremos ou até mesmo interromperemos as importações de diesel, especialmente o gasóleo com índice de cetano 48”, destacou. O mandato vigente prevê a utilização da mistura B40 durante o primeiro semestre e a transição para o B50 entre julho e dezembro de 2026.

Segundo estimativas do Ministério da Energia, o programa deverá gerar uma economia de aproximadamente 157,28 trilhões de rupias (US$ 8,89 bilhões) em custos de importação de combustíveis neste ano. O valor supera a economia projetada de 139,8 trilhões de rupias caso o país mantivesse o B40 durante todo o período.