O relatório diário da DATAGRO com o Índice de Diferencial do Preço dos Combustíveis indica, em 6 de maio, uma defasagem negativa para as cotações da gasolina e do diesel no Brasil, mas positiva para o querosene de aviação (QAV).
O preço da gasolina está 42,6% abaixo da paridade de importação, 78º dia consecutivo de defasagem negativa, enquanto o diesel registra um descompasso de 22,0%, o 83º dia consecutivo de defasagem negativa. Por outro lado, o QAV está 31,4% acima da paridade de importação, o 29º dia consecutivo de defasagem positiva.
Atualmente, o preço médio da gasolina no mercado interno é de R$ 2,5808/litro, com base em Paulínia (SP). No mercado internacional, o crack-spread RBOB/WTI está em US$ 50,21/barril. O último ajuste no preço doméstico foi realizado em 27 de janeiro de 2026.
No caso do diesel, o combustível é cotado a R$ 3,6826/litro na mesma base, enquanto o crack-spread ULSD Gulf/WTI, referente ao mercado internacional, está em US$ 62,38/barril. O último ajuste de preço interno ocorreu no dia 16 de março de 2026.
Já o QAV é cotado a R$ 5,6146/litro na mesma base. No crack-Spread US Gulf Jet/WTI, o combustível está em US$ 57,19/bbl no mercado internacional. O último ajuste de preço interno ocorreu no dia 1 de abril de 2026.
Esses cálculos são feitos diariamente pela DATAGRO desde 1999 e levam em consideração todos os elementos que influenciam o preço de paridade, incluindo o desconto de qualidade da gasolina importada.
No Brasil, a mistura com etanol de elevada octanagem permite o uso de gasolinas base mais baratas e com menor octanagem, representando uma vantagem competitiva significativa para o país.
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