O relatório diário da DATAGRO com o Índice de Diferencial do Preço dos Combustíveis indica, em 23 de julho, uma defasagem negativa para as cotações da gasolina, diesel e do querosene de aviação (QAV) no Brasil.

O preço da gasolina está 34,7% abaixo da paridade de importação, 156º dia consecutivo de defasagem negativa, enquanto o diesel registra um descompasso de 39,1%, o 161º dia consecutivo de defasagem negativa. Já o QAV está 7,9% abaixo da paridade de importação, o 9º dia consecutivo de defasagem negativa.

Atualmente, o preço médio da gasolina no mercado interno é de R$ 3,0608/litro, com base em Paulínia (SP). No mercado internacional, o crack-spread RBOB/WTI está em US$ 54,66/barril. O último ajuste no preço doméstico foi realizado em 29 de maio de 2026.

No caso do diesel, o combustível é cotado a R$ 3,3311/litro na mesma base, enquanto o crack-spread ULSD Gulf/WTI, referente ao mercado internacional, está em US$ 69,56/barril. O último ajuste de preço interno ocorreu no dia 1 de junho de 2025.

Já o QAV é cotado a R$ 4,8608/litro na mesma base. No crack-Spread US Gulf Jet/WTI, o combustível está em US$ 51,50/bbl no mercado internacional. O último ajuste de preço interno ocorreu no dia 1º de julho de 2026.

Esses cálculos são feitos diariamente pela DATAGRO desde 1999 e levam em consideração todos os elementos que influenciam o preço de paridade, incluindo o desconto de qualidade da gasolina importada.

No Brasil, a mistura com etanol de elevada octanagem permite o uso de gasolinas base mais baratas e com menor octanagem, representando uma vantagem competitiva significativa para o país.

Para maiores detalhes, acesse o Relatório VIP na sessão de análises do Portal DATAGRO.