O relatório diário da DATAGRO com o Índice de Diferencial do Preço dos Combustíveis indica, em 9 de julho, uma defasagem negativa para as cotações da gasolina e do diesel no Brasil, mas positiva para o querosene de aviação (QAV).

O preço da gasolina está 25,6% abaixo da paridade de importação, 143º dia consecutivo de defasagem negativa, enquanto o diesel registra um descompasso de 33,0%, o 147º dia consecutivo de defasagem negativa. Por outro lado, o QAV está 14,9% acima da paridade de importação, o 70º dia consecutivo de defasagem positiva.

Atualmente, o preço médio da gasolina no mercado interno é de R$ 3,0608/litro, com base em Paulínia (SP). No mercado internacional, o crack-spread RBOB/WTI está em US$ 55,55/barril. O último ajuste no preço doméstico foi realizado em 29 de maio de 2026.

No caso do diesel, o combustível é cotado a R$ 3,3311/litro na mesma base, enquanto o crack-spread ULSD Gulf/WTI, referente ao mercado internacional, está em US$ 72,52/barril. O último ajuste de preço interno ocorreu no dia 1 de junho de 2025.

Já o QAV é cotado a R$ 4,8608/litro na mesma base. No crack-Spread US Gulf Jet/WTI, o combustível está em US$ 53,88/bbl no mercado internacional. O último ajuste de preço interno ocorreu no dia 1º de julho de 2026.

Esses cálculos são feitos diariamente pela DATAGRO desde 1999 e levam em consideração todos os elementos que influenciam o preço de paridade, incluindo o desconto de qualidade da gasolina importada.

No Brasil, a mistura com etanol de elevada octanagem permite o uso de gasolinas base mais baratas e com menor octanagem, representando uma vantagem competitiva significativa para o país.

Para maiores detalhes, acesse o Relatório VIP na sessão de análises do Portal DATAGRO.