A Índia, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, possui uma alta demanda por fertilizantes para abastecer seus agricultores. Entre 2020 e 2024, foram entregues no mercado interno indiano uma média de 60,79 milhões de toneladas por ano.
Segundo novo Relatório VIP da DATAGRO, mais da metade dessas entregas foram de ureia, principal fertilizante consumido em culturas como a cana-de-açúcar devido ao seu elevado teor de nitrogênio.
Desde 2022, com a eclosão da guerra no Leste Europeu entre a Rússia e Ucrânia, o governo indiano adotou uma série de medidas para garantir o abastecimento aos agricultores, sendo as duas principais delas a implementação de uma política de subsídio estatal à importação e o incentivo à produção interna.
No entanto, o recente conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio revirou novamente o mercado, podendo reduzir de 10% a 15% o volume total produzido em 2026 na Índia, caso se estenda por mais 2 meses.
Caso este cenário se cumpra, um aumento no subsídio na ordem de US$ 2,7 milhões se faria necessário em um primeiro momento, com o país voltando fortemente ao mercado internacional.
“De modo geral, a Índia costuma realizar grandes leilões de importação próximos ao período de plantio para abastecer as safras de cana em cada estado. Quanto mais tempo a guerra durar, mais estados serão afetados em seu período de compras tradicional, expondo plantios de ciclos mais longos a riscos no potencial produtivo, como é o caso de Maharashtra e Karnataka”, explica a DATAGRO.
No caso da cana-de-açúcar, as estratégias de redução e dose e de prioridade a áreas mais rentáveis podem comprometer o potencial da safra.
Para ler mais sobre a relação da Índia com a compra de fertilizantes, acesse o Relatório VIP completo na seção de análises da DATAGRO.