As importações brasileiras de borracha natural e pneumáticos seguiram trajetórias opostas em junho, segundos o levantamento mensal da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC). Enquanto as compras externas de borracha registraram queda tanto em volume quanto em valor, as importações de pneumáticos avançaram de forma expressiva na comparação anual, ampliando o déficit da balança comercial do segmento.

Em junho, o Brasil importou 11,36 mil toneladas de borracha natural, volume 11,39% inferior ao registrado em maio e 20,14% abaixo da média dos últimos cinco anos. O desembolso CIF somou US$ 23,85 milhões, queda de 16,49% em relação ao mês anterior e de 27,51% na comparação com junho de 2025.

No acumulado de janeiro a junho, as importações totalizaram 75,44 mil toneladas, retração de 25,69% frente ao mesmo período do ano passado, enquanto o valor das compras caiu 28,5%, para US$ 156,89 milhões.

Já o mercado de pneumáticos apresentou movimento inverso. As importações atingiram 73,08 mil toneladas em junho, alta de 8,36% sobre maio e expressivos 65,19% na comparação anual. Em valor, as compras externas somaram US$ 213,89 milhões, crescimento de 12,05% no mês e de 53,09% em relação a junho de 2025.

As exportações brasileiras de pneumáticos, por sua vez, alcançaram 21,51 mil toneladas em junho, avanço de 8,19% frente a maio, com receita de US$ 111,2 milhões. Apesar da recuperação mensal, o volume embarcado permaneceu 1,98% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado.

O forte crescimento das importações manteve a balança comercial do segmento deficitária em US$ 102,7 milhões no mês. No acumulado do primeiro semestre, o Brasil exportou 119,91 mil toneladas de pneumáticos, com receita de US$ 617,32 milhões, enquanto as importações somaram 431,9 mil toneladas e US$ 1,22 bilhão, reforçando a predominância das compras externas no mercado brasileiro.