Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), subiu 0,89% em maio, desacelerando da alta de 2,94% registrada em abril.

Com esse resultado, o índice acumula alta de 3,48% no ano e de 1,46% em 12 meses. Em maio de 2025, o IGP-10 havia caído 0,01% e acumulava alta de 7,54% em 12 meses.

Segundo Matheus Dias, economista do FGV Ibre, a desaceleração do IPA em maio foi determinada, principalmente, pela forte perda de ritmo das Matérias-Primas Brutas, cuja taxa passou de 7,01% em abril para 0,06% em maio.

“Esse movimento refletiu influências negativas relevantes, como minério de ferro, que caiu 4,67%, além de álcool etílico anidro, cana-de-açúcar, café em grão e suínos, todos com quedas expressivas no mês”, detalha. “O recuo desses itens ajudou a compensar pressões ainda presentes em alguns produtos agropecuários e industriais”, completa.

Com isso, o IPA passou de 3,81% em abril para 0,95% em maio, contribuindo decisivamente para a desaceleração do IGP-10.

“Na mesma direção, o IPC perdeu força com o alívio em Transportes, Alimentação, Despesas Diversas e Vestuário, enquanto o INCC desacelerou levemente, influenciado pelo menor avanço da Mão de Obra e dos Serviços.”, finaliza Dias.