O Ibovespa encerrou esta terça-feira (11) em expressiva baixa de 2,50%, aos 167.874,64 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 172.385,51 pontos; na mínima, desceu aos 167.568,94 pontos.
De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) e as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) encerraram em campo negativo, com quedas de 2,02%, 1,44% e 1,35%, nesta ordem.
A maior parte dos grandes bancos terminaram o dia com perdas: o Banco do Brasil (BBAS3) despencou 3,74%; o Itaú (ITUB4) fechou em expressiva baixa de 3,51%; o Bradesco (BBDC4) encerrou com desvalorização de 2,27%; e o BTG Pactual (BPAC11) recuou 5,80%. Somente o Santander (SANB11) avançou 0,92%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo positivo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou em leve baixa de 0,34%, aos 53.791,85 pontos; já o S&P 500 recuou 0,32%, aos 7.728,20 pontos; e o Nasdaq desvalorizou 0,60%, aos 26.445,44 pontos.
Neste pregão, as atenções se voltaram para a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na quarta-feira passada (5), quando o colegiado decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,00% ao ano.
Em linhas gerais, o documento reforçou a preocupação do Banco Central (BC) com a persistência das pressões inflacionárias. A autoridade monetária avaliou que a política de juros deverá permanecer restritiva por período prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta.
Também no radar, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,07% em julho, desacelerando frente à alta de 0,16% registrada em junho, mas acima da expectativa do mercado, de 0,03%.
No acumulado de 2026, o IPCA registra alta de 3,44%. Em 12 meses, a inflação desacelerou para 4,44%, ante 4,64% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o índice havia avançado 0,26%.
Apesar da desaceleração do índice cheio, economistas destacaram uma composição qualitativamente desfavorável, marcada pela resiliência da inflação de serviços e pela pressão nos núcleos de preços. A leitura reforçou a percepção de que o espaço para novos cortes da Selic pode permanecer limitado.
No exterior, o sentimento em Wall Street foi negativo, com pressão sobre as ações de tecnologia. O mercado também acompanhou a redução das expectativas de uma reabertura rápida do Estreito de Ormuz, ampliando as incertezas sobre uma eventual resolução do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Agora, os investidores direcionam as atenções para os dados de inflação dos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor de julho será divulgado nesta quarta-feira (12), enquanto o índice de preços ao produtor está previsto para quinta-feira (13).
Os indicadores ganham relevância após os dados mais fracos do mercado de trabalho norte-americano aumentarem as incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Ao mesmo tempo, a alta dos preços do petróleo renova preocupações inflacionárias, enquanto a desaceleração das contratações levanta dúvidas sobre o ritmo da atividade econômica dos EUA.