O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (26) em alta moderada de 0,76%, aos 173.295,14 pontos, com ganho acumulado de 2,95% na semana. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 173.964,44 pontos; na mínima, desceu aos 171.123,94 pontos.
Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) e as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam com perdas de 0,65%, 1,17% e 1,01%, nesta ordem.
Os grandes bancos terminaram a sessão em campo positivo: o Bradesco (BBDC4) fechou com alta de 1,70%; o Santander (SANB11) avançou 0,57%; o BTG Pactual (BPAC11) subiu 0,66%; o Itaú (ITUB4) se valorizou 1,29%; e o Banco do Brasil (BBAS3) anotou ganhos de 1,45%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo misto. Por um lado, o Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou com viés de baixa de (-0,01%), aos 51.876,11 pontos; por outro, o S&P 500 também fechou próximo a estabilidade em viés de queda (-0,06%), aos 7.354,02 pontos; e o Nasdaq se desvalorizou 0,24%, aos 25.297,62 pontos.
Neste pregão, o longo da sessão, os investidores repercutiram novos indicadores da economia brasileira, com destaque para os dados do mercado de trabalho divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, a taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, permanecendo praticamente estável em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (5,8%) e recuando 0,6 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o índice era de 6,2%.
Na véspera, o IBGE também informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, avançou 0,41% em junho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses passou para 4,80%.
Os dois indicadores seguem no radar dos investidores por influenciarem as expectativas para os próximos passos da política monetária do Banco Central (BC) na condução da taxa Selic.
Também nesta sexta-feira, o Tesouro Nacional informou que a Dívida Pública Federal alcançou R$ 9,033 trilhões em maio, alta de 2,66% em relação ao mês anterior.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna avançou 2,72%, para R$ 8,692 trilhões, enquanto a dívida externa cresceu 1,37%, totalizando R$ 340,49 bilhões.
No exterior, Wall Street encerrou o dia sem direção única. As ações de empresas ligadas ao setor de semicondutores e inteligência artificial registraram fortes perdas, enquanto papéis do segmento de saúde, liderados pela Moderna, avançaram.
No mercado de energia, o petróleo fechou em queda e acumulou desvalorização próxima de 10% na semana. O movimento refletiu a normalização do fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz e o aumento da oferta de petróleo iraniano no mercado internacional, reduzindo os prêmios de risco associados ao conflito no Oriente Médio.