O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (17) em estabilidade com viés de baixa (-0,06%), aos 173.714,08 pontos, com perda acumulada de 2,33% na semana. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou a máxima de 174.504,63 pontos; na mínima, o índice chegou a 173.285,28 pontos.
Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) fechou em viés de baixa (-0,05%), enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) subiram 2,62% e 2,53%, nesta ordem.
Os grandes bancos terminaram o dia com perdas: o Banco do Brasil (BBAS3) fechou em baixa de 1,30%; o Santander (SANB11) caiu 0,67%; o BTG Pactual (BPAC11) recuou 0,72%; o Itaú (ITUB4) caiu 1,39%; e o Bradesco (BBDC4) se desvalorizou 0,65%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo positivo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) anotou queda de 0,77%, aos 52.146,42 pontos; o S&P 500 finalizou com perdas de 1,01%, aos 7.457,69 pontos; e o Nasdaq recuou 1,40%, aos 25.520,24 pontos.
Neste pregão, os investidores acompanharam a repercussão do tarifaço norte-americano de 25% sobre os produtos brasileiros. Além disso, os agentes do mercado se mantiveram atentos ao noticiário político e econômico nacional.
Nesta quinta-feira (16), o Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR) decidiu que iria uma nova sobretaxa sobre vários segmentos dos embarques brasileiros para o território norte-americano.
Segundo o levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, cerca de 18% das exportações brasileiras para o país seriam afetados. O tarifaço, que entra em vigor em 22 de julho, atingirá os setores de máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e produtos de alumínio.
Ainda nos EUA, o mercado repercute a divulgação da Produção Industrial do país em junho. Segundo o Federal Reserve (Fed), o segmento registrou alta de 0,1% em junho, o mesmo crescimento anotado em maio, mas abaixo dos 0,2% esperado pelos investidores.
No Oriente Médio, o governo norte-americano voltou a confirmar novos ataques à infraestrutura militar e marítima do Irã, na região do Estreito de Ormuz. Após a ofensiva, as forças iranianas sinalizaram que devem realizar uma retaliação aos ataques. A escalada de tensões entre os dois países voltou a impulsionar os preços globais do petróleo.
No cenário nacional, o governo federal, segundo informação da Folha de S. Paulo, deverá manter em R$ 1,12 por litro o subsídio sobre as vendas de óleo diesel, adiando a redução do incentivo diante das incertezas geradas pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços internacionais do combustível fóssil.
Em Brasília, a partir de amanhã, a Câmara dos Deputados entrará no recesso parlamentar de julho, que se encerra no dia 31 deste mês. O presidente da casa, deputado Hugo Motta, havia afirmado que não seriam haveria discussões de pautas polêmicas nesta sexta-feira.
No âmbito econômico, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), caiu 1,31% em julho, ante baixa de 0,30% registrada em junho. Com esse resultado, o índice acumula alta de 2,00% no ano e de 2,68% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-10 havia caído 1,65% e acumulava alta de 3,42% em 12 meses.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), publicado nesta manhã pelo Banco Central (BC) e considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,10% em maio de 2026 na comparação mensal, ante expectativa do mercado de completa estabilidade.