O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (3) em moderada alta de 0,74%, aos 174.070,27 pontos, com ganho acumulado de 0,45% na semana. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou a máxima de 174.664,35 pontos; já na mínima, recuou aos 172.790,39 pontos.
Entre as empresas de maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) subiram 0,77%, 0,69% e 0,76%, nesta ordem.
Com exceção do Banco do Brasil (BBAS3), que caiu 0,10%, os grandes bancos terminaram o dia em campo positivo. O Bradesco (BBDC4) avançou 0,55%; o Santander (SANB11) subiu 0,67%; o Itaú (ITUB4) se valorizou 0,64%; o BTG Pactual (BPAC11) disparou 2,38%.
Em Wall Street, as negociações estiveram suspensas em virtude do Feriado da Independência, o que reduziu a liquidez no mercado brasileiro.
Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial recuou 0,2% em maio na comparação com abril, revertendo a alta de 0,7% registrada no mês anterior. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava crescimento de 0,3%.
Na comparação com maio de 2025, a produção industrial avançou 0,2%, desacelerando frente à alta de 2,7% observada em abril e também abaixo da expectativa dos analistas, que estimavam crescimento de 1,3%.
No cenário político, pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou que 52% dos brasileiros avaliam a situação econômica do país como ruim, enquanto 36% a classificam como boa e 13% como regular. Apesar da percepção predominantemente negativa sobre o momento atual, o levantamento aponta melhora nas expectativas para a economia, o mercado de trabalho e a renda das famílias nos próximos meses.
Também repercutiram as declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que defendeu, em entrevista ao g1, uma solução técnica para a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
“São argumentos que, quando colocados, o Brasil tem razão. Então, eu espero que prevaleça a racionalidade, prevaleça o argumento técnico e essas tarifas não fiquem de pé em relação ao Brasil”, afirmou o ministro.