Ibovespa encerrou esta segunda-feira (24) em moderada alta de 0,51%, aos 171.906,72 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 173.109,43 pontos; na mínima, desceu aos 169.330,39 pontos.

De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) avançou 2,80%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) anotaram perdas de 2,50% e 2,31%, respectivamente.

Os grandes bancos terminaram o dia em campo positivo: o Itaú (ITUB4) anotou ganho de 0,34%; o Bradesco (BBDC4) se valorizou 0,18%; o Banco do Brasil (BBAS3) registrou alta de 0,92%; o Santander (SANB11) avançou 0,34%; e o BTG Pactual (BPAC11) subiu 1,45%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia em campo misto. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 0,26%, aos 53.417,16 pontos; enquanto o S&P 500 recuou 0,28%, aos 7.652,86 pontos; e o Nasdaq cedeu 0,76%, aos 25.980,19 pontos.

Neste pregão, os investidores repercutiram uma nova pesquisa eleitoral BTG/Nexus, que mostrou vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro em um cenário de primeiro turno.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, o levantamento apontou 46% das intenções de voto para Lula e 45% para Flávio Bolsonaro, configurando empate dentro da margem de erro.

Na agenda econômica, o Banco Central (BC) divulgou uma nova edição do Boletim Focus, com as projeções coletadas junto ao mercado financeiro até a última sexta-feira (21).

A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 permaneceu em 5,02%. Já a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano recuou de 1,98% para 1,95%.

Para o câmbio, a estimativa para o dólar ao final de 2026 permaneceu em R$ 5,20. As projeções para a taxa Selic no encerramento deste e do próximo ano também foram mantidas em 13,75% e 12,00% ao ano, respectivamente.

No exterior, o mercado acompanhou os novos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. O governo de Donald Trump anunciou nesta segunda-feira um plano para ampliar o isolamento econômico de Teerã, com a possibilidade de sanções secundárias contra países e agentes que mantenham relações econômicas com o país.

“Estamos lançando um ataque econômico contra as conexões financeiras do Irã em todo o mundo”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ao apresentar o plano denominado “Operação Exílio Econômico”.

Segundo Bessent, Trump está entrando em contato com líderes mundiais para solicitar a interrupção de determinadas relações com o Irã.

As novas sanções, porém, ainda não foram implementadas. De acordo com o secretário, Washington deverá inicialmente apresentar cronogramas específicos aos países para que encerrem as atividades identificadas pelo governo norte-americano.