O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (19) em moderada alta de 0,90%, aos 167.830,27 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 170.340,60 pontos; na mínima, desceu aos 166.334,73 pontos.
De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) subiram 0,81%, 1,20% e 1,28%, respectivamente.
Com exceção do Santander (SANB11) e do Bradesco (BBDC4), que recuaram 1,88% e 0,62%, a maior parte dos grandes bancos terminou o dia com ganhos: o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 1,57%; o Itaú (ITUB4) avançou 0,47%; e o BTG Pactual (BPAC11) anotou alta de 0,58%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo posivo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 0,22%, aos 53.463,05 pontos; o S&P 500 subiu 0,21%, aos 7.707,98 pontos; e o Nasdaq se valorizou 0,16%, aos 26.331,09 pontos.
Neste pregão, o mercado reagiu ao anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de que ampliará as recompras de títulos públicos de longo prazo. O volume das operações será dobrado, de cerca de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões, em recompras programadas entre setembro e novembro.
A medida, que busca melhorar a liquidez do mercado após a recente pressão sobre os Treasuries, provocou queda nos rendimentos dos títulos norte-americanos, especialmente nos vencimentos mais longos. O yield dos papéis de 30 anos recuou quase 10 pontos-base.
Com a redução dos rendimentos, os ativos denominados em dólar perderam parte de sua atratividade relativa, favorecendo outras moedas, incluindo as de países emergentes, como o real.
Os investidores também repercutiram a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que mostrou preocupação dos dirigentes do Federal Reserve (Fed) com a persistência da inflação e indicou que um novo aperto monetário poderá ser necessário caso os preços não apresentem desaceleração.
De acordo com o documento, muitos participantes avaliaram que uma elevação adicional dos juros provavelmente será necessária caso a inflação não recue. Alguns dirigentes também consideraram que as atuais condições financeiras podem não estar suficientemente restritivas para conduzir a inflação de volta à meta de 2%.
Na reunião de julho, o Fomc manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano por 9 votos a 3, com três membros defendendo uma elevação de 0,25 ponto percentual.
No exterior, as tensões no Oriente Médio permaneceram no radar após os Emirados Árabes Unidos suspenderem transações financeiras e econômicas com o Irã, enquanto o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz segue reduzido.
No Brasil, os investidores continuaram acompanhando o cenário político e eleitoral, com atenção para a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado e para seus possíveis impactos econômicos e fiscais.