Às 10h21 (horário de Brasília) desta terça-feira (14), o Ibovespa registrava leve alta de 0,35%, aos 176.347,93 pontos. Na véspera (13), o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) fechou em forte baixa de 1,20%, aos 175.739,08 pontos.
Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) e as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) subiam 0,92%, 0,85% e 1,08%, respectivamente.
Nesta manhã, os investidores concentram as atenções no cenário internacional, marcado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de junho dos Estados Unidos e por uma série de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), com destaque para o depoimento do presidente da instituição, Kevin Warsh, na Câmara dos Representantes, previsto para as 11h.
De acordo com o Departamento do Trabalho (DOL) dos Estados Unidos, o CPI do país registrou deflação de 0,4% em junho, contra a inflação de 0,5% registrada em maio e acima da expectativa de -0,1% projetada pelo mercado. Na base anual, o indicador recuou de 4,2% em maio para 3,5% em junho, abaixo das estimativas dos investidores, que esperavam o resultado em 3,8%.
No mercado de energia, os preços do petróleo seguem em forte alta após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar planos para impor taxas sobre a navegação no Estreito de Ormuz e restabelecer o bloqueio aos portos iranianos, elevando as preocupações com o abastecimento global. O Brent já supera os US$ 85 por barril, enquanto o WTI se aproxima dos US$ 80.
Em Wall Street, o foco também estará na divulgação dos balanços trimestrais de grandes bancos norte-americanos, entre eles JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Wells Fargo e Citigroup.
No mercado doméstico, sem indicadores econômicos relevantes previstos para o dia, os investidores acompanham o cenário político. Pesquisa Futura Inteligência/Apex divulgada nesta terça-feira mostra empate técnico em um eventual segundo turno da eleição presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 46,3% das intenções de voto, e o senador Flávio Bolsonaro, com 46,1%.
Também permanece no radar a votação da Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete, que pode ocorrer nesta terça-feira no Senado. O governo informou ter chegado a um acordo para ajustes pontuais no texto, permitindo que a proposta seja votada sem necessidade de retornar à Câmara dos Deputados. A medida perde a validade na próxima quinta-feira (16).
A tramitação ocorre sob pressão de caminhoneiros, que iniciaram uma paralisação em pontos de distribuição, especialmente no Porto de Santos (SP), para pressionar pela aprovação da proposta.
Por fim, o mercado segue atento às negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre a possível imposição de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão da administração norte-americana está prevista para esta quarta-feira (15).