Às 10h28 (horário de Brasília) desta quarta-feira (26), o Ibovespa operava em alta moderada de 0,87%, aos 176.088,85 pontos, com ganho acumulado de 2,69% na parcial da semana. Na véspera (25), o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) avançou 1,55%, aos 174.576,80 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) anotava ganhos de 0,74%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) operam com desvalorização de 0,28% e 0,17%, respectivamente.

Nesta manhã, o foco dos investidores hoje recai sobre a agenda econômica do Brasil e dos Estados Unidos, diante da divulgação de uma série de indicadores importantes.

Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reportou mais cedo que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a variação dos primeiros 15 dias do mês, apresentou deflação de 0,40% em agosto, ante alta de 0,06% em julho. O mercado projetava um recuo de 0,30%.

Com o resultado, no ano, o IPCA-15 acumula ganho de 3,24%; em 12 meses, de 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Mais tarde, às 14h30, o Tesouro Nacional divulga o relatório da dívida pública de julho. No mesmo horário, também será publicado um informe sobre o Plano Anual de Financiamento (PAF) 2026, documento que detalha a estratégia do governo para captar recursos e administrar a dívida ao longo do ano.

Nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio (DOC) divulgou a segunda leitura preliminar Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano. Segundo o departamento, o PIB dos EUA avançou a uma taxa anual de 1,5% no segundo trimestre de 2026. A estimativa veio em linha com as expectativas do mercado.

Além disso, o Escritório de Análises Econômicas (BEA), ligado ao DOC norte-americano, informou que o Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE) avançou 0,2% em julho, acima da queda de 0,1% anotada em junho e da expectativa do mercado.

O PCE é um dos indicadores preferidos do Federal Reserve (Fed) para balizar suas decisões de política monetária.

No radar, os desdobramentos da pressão econômica exercida pelos Estados Unidos sobre o Irã. Washington também ameaçou punir países que mantenham transações econômicas com o país persa e iniciou uma campanha para que outros governos rompam relações com Teerã.

“O presidente Donald Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã”, afirmou na véspera o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. A A China, por sua vez, já afirmou que pretende manter as relações comerciais com o Irã.