Ibovespa encerrou esta segunda-feira (13) em moderada baixa de 1,20%, aos 175.739,08 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 178.153,90 pontos; na mínima, desceu aos 175.567,05 pontos.

De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) recuou 1,79%, enquanto que as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) registraram ganhos de 3,44% e 2,55%, nesta ordem.

Os grandes bancos terminaram o dia em campo negativo: o Itaú (ITUB4) anotou perdas de 1,76%; o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,65%; o Bradesco (BBDC4) se desvalorizou 0,48%; o Santander (SANB11) recuou 0,91%; e o BTG Pactual (BPAC11) fechou em baixa de 2,06%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia com perdas. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 0,26%, aos 52.498,64 pontos; o S&P 500 anotou baixa de 0,79%, aos 7.515,34 pontos; e o Nasdaq se desvalorizou 1,55%, aos 25.873,18 pontos.

Neste pregão, o mercado adotou uma postura de maior aversão ao risco diante da escalada das tensões no Oriente Médio, que impulsionou os preços internacionais do petróleo em mais de 9%.

Ao longo do dia, o Irã realizou ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia, em resposta às ofensivas norte-americanas contra alvos iranianos. Teerã também voltou a ameaçar abandonar o acordo de paz firmado com Washington em junho, caso os EUA não cumpram os compromissos assumidos para encerrar o conflito.

Nos últimos dias, os EUA intensificaram os bombardeios contra instalações militares iranianas. Apenas no sábado, mais de 100 alvos foram atingidos, segundo autoridades norte-americanas.

Em resposta, o governo iraniano anunciou o fechamento, por tempo indeterminado, do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais e ampliou as ações militares contra posições dos EUA na região.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA irão “assumir o controle do Estreito de Ormuz” e declarou que pretende cobrar uma taxa equivalente a 20% sobre toda carga que transitar pela rota estratégica.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram a divulgação do novo Boletim Focus, do Banco Central. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 5,30% para 5,16%, enquanto a estimativa para 2027 subiu de 4,18% para 4,20%.

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceram praticamente estáveis. A expectativa de crescimento para 2026 foi mantida em 1,99%, enquanto a previsão para 2027 recuou de 1,69% para 1,65%.

Na política, pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostrou estabilidade no cenário de segundo turno para a eleição presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 44%, repetindo o resultado do levantamento anterior.

Também permaneceu no radar a negociação entre Brasil e Estados Unidos para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O prazo para a Casa Branca decidir sobre a adoção de tarifas de 25% e 12,5% contra produtos do Brasil termina na quarta-feira (15).

Segundo integrantes do governo, o presidente Lula mantém a estratégia de negociação até o prazo final, embora considere provável a adoção das medidas pela administração de Donald Trump.