O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (4) em baixa moderada de 0,92%, aos 185.600,12 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 187.666,20 pontos; na mínima, desceu aos 185.537,58 pontos.
De maior peso na composição da B3, a (VALE3) despencou 3,10%. Já as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam em direções opostas, com queda de 0,80% e alta de 0,53%, nesta ordem.
Os grandes bancos terminaram o dia em campo negativo: o Itaú (ITUB4) recuou 1,79% e o Santander (SANB11) fechou em forte baixa 1,65%; o Banco do Brasil (BBAS3) se desvalorizou 1,35% e o Bradesco (BBDC4) encerrou em queda de 2,12%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia em campo negativo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 1,13%, aos 48.937,99 pontos; o S&P 500 caiu 0,41%, aos 7.200,81 pontos; e o Nasdaq se desvalorizou 0,19%, aos 25.067,80 pontos.
Neste pregão, o mercado repercutiu ao aumento das tensões no Oriente Médio, com novos desdobramentos no confronto entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, o presidente Donald Trump anunciou uma operação militar no Estreito de Ormuz para garantir o tráfego de embarcações na região.
Em resposta, forças iranianas realizaram ações de advertência para impedir a entrada de navios, segundo a Marinha do país. Autoridades iranianas afirmaram ter bloqueado o avanço de embarcações americanas, enquanto o Comando Central dos EUA negou qualquer ataque direto e declarou ter destruído seis pequenas embarcações iranianas na região.
A escalada também atingiu os Emirados Árabes Unidos, que relataram ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irã, deixando ao menos três feridos, em possível violação do cessar-fogo.
Nesse cenário, os preços do petróleo dispararam, com o Brent próximo de US$ 115 por barril e o WTI acima de US$ 105, aumentando as preocupações com a inflação global no curto prazo.
No Brasil, o mercado avaliou a nova edição do Boletim Focus, do Banco Central (BC), que elevou a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 de 4,86% para 4,89%.
Os investidores ainda aguardam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para terça-feira (5), após o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano.
Além disso, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) Industrial do Brasil subiu de 49,0 em março para 52,6 em abril, segundo a S&P Global, atingindo o maior nível em 14 meses e indicando retomada da expansão do setor.
No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que institui o programa Desenrola 2.0, voltado à renegociação de dívidas. A iniciativa prevê descontos entre 30% e 90% e a liberação de até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de débitos. O programa é destinado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas de até R$ 15 mil.