Às 10h (horário de Brasília) desta quinta-feira (12), o Ibovespa operava em forte baixa de 1,17%, aos 181.950,18 pontos, porém, com ganho acumulado na parcial da semana de 1,37%. Na véspera (11), o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) avançou 0,28%, aos 183.969,35 pontos.
De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) caía 1,18%. Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) subiam 2,33% e 2,30%, nesta ordem.
Nesta manhã, o mercado reage ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), informado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a entidade, a inflação avançou 0,70% em fevereiro, ante alta de 0,33% em janeiro e expectativa do mercado de 0,65%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,03%; nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores.
Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho (DOL) informou, há pouco, que o país registrou 213 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 7 de março, abaixo das 214 mil solicitações esperadas pelo mercado e também registradas na semana passada (dado revisado de 213 mil).
A média móvel de quatro semanas recuou para 212 mil pedidos, queda de 4 mil solicitações frente à leitura anterior (216 mil).
Ontem, o órgão reportou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou alta de 0,3% em fevereiro na comparação mensal e de 2,4% na base anual. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% no mês e 2,5% em 12 meses.
No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio continuam influenciando os mercados. barcos iranianos carregados com explosivos atacaram dois navios-tanque de combustível em águas iraquianas, incendiando as embarcações. Além disso, o Hezbollah libanês lançou a sua maior ofensiva com foguetes na guerra atual, causando retaliações israelenses na capital Beirute.
O movimento do grupo levantou temores de que os houthis do Iêmen poderiam se juntar ao lado do Irã na batalha, o que pressionaria ainda mais a navegação de petroleiros no Mar Vermelho, alvo constantemente visado pela organização.
Apesar das recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a guerra iria “acabar em breve”, fontes próximas à Axios informaram, ontem, que forças militares do país norte-americano e de Israel se preparam para mais duas semanas de ataques.