Ibovespa encerrou esta quarta-feira (24) em leve baixa de 0,36%, aos 170.635,73 pontos, porém com ganho acumulado de 1,37% na parcial da semana. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou uma máxima de 171.342,05 pontos; já na mínima, o índice recuou aos 169.668,34 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) caíram 2,39%, 2,08% e 2,49%, nesta ordem.

Os grandes bancos terminaram o dia em campo misto: o Banco do Brasil (BBAS3) fechou em queda de 0,35%; o Bradesco (BBDC4) se desvalorizou 0,95%; e o Santander (SANB11) cedeu 1,12%. Por outro lado, o Itaú (ITUB4) avançou 0,10% e o BTG Pactual (BPAC11) subiu 1,69%;

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo misto. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) subiu 0,35%, aos 51.848,90 pontos; o S&P 500 recuou 0,10%, aos 7.358,22 pontos; e o Nasdaq cedeu 0,43%, aos 25.476,64 pontos.

O mercado seguiu repercutindo as perspectivas de juros elevados por mais tempo tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, cenário que favorece a valorização do dólar e reduz o apetite por ativos de maior risco.

No Brasil, investidores avaliaram novos sinais do Banco Central (BC) de que o processo de flexibilização monetária deverá ocorrer de forma gradual. A autoridade monetária indicou uma piora das expectativas de inflação e destacou a perspectiva de aceleração da atividade econômica no segundo semestre.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, marcando o terceiro corte consecutivo dos juros básicos.

Nos EUA, dados econômicos divulgados na véspera reforçaram a percepção de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter os juros elevados por um período mais prolongado.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto, que reúne informações dos setores industrial e de serviços, avançou para 52,2 pontos em junho, atingindo o maior nível desde janeiro. O crescimento da atividade industrial foi o mais forte em seis anos, sinalizando resiliência da economia norte-americana.

Entre os indicadores divulgados nesta quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) informou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 0,1 ponto em junho na comparação com maio, para 88,7 pontos. Na média móvel trimestral, contudo, o indicador avançou 0,2 ponto, alcançando 88,9 pontos.

No cenário internacional, os preços do petróleo voltaram a cair diante dos avanços nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã. Segundo um porta-voz da Organização Marítima Internacional (OMI), navios já voltaram a transitar pelo Estreito de Ormuz dentro de um plano de normalização das operações marítimas na região, reduzindo parte dos temores sobre interrupções na oferta global de energia.

Para amanhã (25), as atenções dos investidores estarão voltadas para uma série de indicadores econômicos relevantes.

No Brasil, será divulgado o IPCA-15 de junho, considerado uma prévia da inflação oficial. Nos EUA, o mercado acompanhará os dados do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve, além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego.