Ibovespa encerrou esta quarta-feira (21) em estabilidade com viés de baixa (-0,03%, aos 173.325,65 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 173.719,50 pontos; na mínima, desceu aos 172.218,88 pontos.

De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) e as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) encerraram em campo positivo, com altas de 0,43%, 1,43% e 1,24%, nesta ordem.

A maior parte dos grandes bancos terminaram o dia com ganhos: o Banco do Brasil (BBAS3) disparou 3,52%; o Itaú (ITUB4) fechou em alta moderada de 0,54%; o Bradesco (BBDC4) encerrou com valorização de 0,76%; e o Santander (SANB11) avançou 0,74%. Somente o BTG Pactual (BPAC11) recuou 0,84%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo positivo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou em alta de 0,74%, aos 52.224,64 pontos; já o S&P 500 avançou 0,89%, aos 7.509,20 pontos; e o Nasdaq se valorizou 1,29%, aos 25.837,21 pontos.

Neste pregão, a redução dos prêmios de risco foi favorecida pelo avanço das cotações internacionais do petróleo, movimento que tende a beneficiar países exportadores da commodity, como o Brasil, fortalecendo o real.

No cenário internacional, os investidores seguiram atentos à escalada das tensões no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que as forças norte-americanas devem atacar “muito em breve” a montanha de Pickaxe, localizada próxima à instalação nuclear de Natanz, no centro do Irã, um dos principais complexos de enriquecimento de urânio do país.

A declaração ocorre apesar dos esforços de mediadores internacionais para estabelecer um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e abrir espaço para novas negociações diplomáticas.

No Brasil, o mercado também acompanhou a expectativa pela entrada em vigor, nesta quarta-feira (22), das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

Os investidores seguem monitorando a resposta do governo brasileiro, que avalia medidas como a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica e a adoção de mecanismos de apoio aos setores mais afetados pelas novas tarifas.

Ademais, também repercutiu a divulgação de uma nova pesquisa da Real Time Big Data, que mantém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais, ao mesmo tempo em que aponta cenários de empate técnico em eventuais disputas de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Ronaldo Caiado.

Nos próximos dias, a atenção do mercado deve permanecer voltada ao cenário político, com a aproximação das convenções partidárias e a definição das chapas presidenciais para as eleições de 2026.