Ibovespa encerrou esta quinta-feira (20) em estabilidade com viés de alta de (+0,06%), aos 167.927,15 pontos, com valorização na parcial da semana de 0,59%. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou uma máxima de 169.752,35 pontos e uma mínima de 166.965,79 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) e as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) dispararam 2,62%, 2,64% e 2,81%, respectivamente.

A maioria dos grandes bancos terminaram o dia com perdas: o Banco do Brasil (BBAS3) fechou com baixa de 0,22%; o BTG Pactual (BPAC11) anotou perdas de 1,29%; o Itaú (ITUB4) se desvalorizou 2,24%; e o Bradesco (BBDC4) encerrou com queda de 1,69%. Somente o Santander (SANB11) registrou alta de 0,94%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo negativo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) fechou com baixa moderada de 1,32%, aos 52.759,21 pontos; o S&P 500 recuou 0,87%, aos 7.641,16 pontos; o Nasdaq encerrou com queda 1,00%, aos 26.067,17 pontos.

Neste pregão, em uma sessão de poucos movimentos, o câmbio recuperou parte das perdas registradas na quarta-feira (19), quando o mercado reagiu à decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de ampliar o limite das operações de recompra de Treasuries de longo prazo.

No exterior, a escalada das tensões entre EUA e Irã permaneceu entre os principais fatores de cautela. As ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de intensificar a pressão econômica sobre Teerã e a continuidade das restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz mantiveram as preocupações com a oferta de petróleo e seus possíveis impactos sobre a inflação global.

No mercado de energia, o cenário geopolítico continuou dando suporte às cotações do petróleo, contribuindo para a maior aversão ao risco nos mercados internacionais.

Entre os indicadores econômicos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 206 mil, abaixo dos 210 mil esperados pelo mercado.

O resultado reforçou os sinais de resiliência do mercado de trabalho norte-americano e contribuiu para a percepção de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter uma postura cautelosa na condução dos juros.

No Brasil, diante de uma agenda sem indicadores econômicos de maior relevância, os investidores mantiveram as atenções voltadas para o cenário político e eleitoral, à espera de novos desdobramentos das campanhas para as eleições de outubro.